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Estação de Tratamento de Esgoto – ETE

O sistema de esgotamento sanitário do Campus Central é composto por aproximadamente 7,0 Km de rede coletora, Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) e reuso do efluente tratado.

 

O projeto da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) foi elaborado no final da década de 70, iniciando sua operação em 1981.

 

A estação de tratamento de esgoto da UFRN tem como objetivo destinar adequadamente os efluentes sanitários gerados no Campus Central, eliminando os sistemas de fossas sépticas e sumidouros que contaminam o solo e o lençol freático que abastece o Campus.

 

O tratamento é realizado em valo de oxidação com decantação secundária. A escolha por essa concepção de tratamento baseou-se nas seguintes vantagens: pequena área para implantação, custo inferior aos sistemas convencionais, elevada eficiência na remoção de DBO e sólidos em suspensão, lodo mineralizado que dispensa a digestão anaeróbica, fácil operação e manutenção e dispensa decantação primária.

 

O efluente tratado é utilizado na irrigação das áreas verdes da ETE e dos campos de futebol do Campus Central.

 

1.1.Etapas do tratamento

 

1.1.1.Tratamento Preliminar

Visa à remoção de sólidos grosseiros e de areia que podem danificar os conjuntos motor-bomba, bem como controlar a vazão afluente. Nessa etapa, o efluente bruto percorre seguidamente as seguintes unidades:

 

Grade: espaçamento de 2,5 cm e inclinação de 45º em relação a horizontal;

Caixas de Areia: retenção de Partículas de areia com dimensões igual ou superior a 0,2mm;

Calha Parshal: dispositivo de medição de vazão na forma de um canal aberto com dimensões padronizadas. Outra finalidade da calha é controlar o nível de água na caixa de areia e na grade.

 

1.1.2. Tratamento Secundário

 

Visa à remoção da matéria orgânica e dos sólidos em suspensão. É composto pelas seguintes unidades:

 

Valo de Oxidação: nesta unidade ocorre a oxidação biológica da matéria orgânica, isto é, a conversão da matéria orgânica em matéria inorgânica por bactérias aeróbicas. Para tanto, dois aeradores mecânicos insuflam oxigênio na massa líquida.

Decantador Secundário: após sair do valo de oxidação, o esgoto segue para o decantador secundário que promove a remoção dos sólidos decantáveis pela força da gravidade. Esses sólidos formam o lodo que será recirculado em parte para que seja mantida uma concentração de 4.000 mg/l de sólidos em suspensão no valo de oxidação, sendo o excesso encaminhado para o leito de secagem.

Leito de secagem: recebe o lodo do decantador quando não é necessária sua recirculação para o valo de oxidação. O lodo é disposto em células formadas por camadas de tijolo branco, brita e areia por onde a parte líquida percola. O resíduo (lodo) fica submetido a incidência solar. Após seco é raspado e encaminhado ao aterro sanitário.

 

1.2.Tratamento Terciário

 

Destina-se a remoção de patógenos. A desinfecção do efluente tratado é feita em um tanque com chicanas horizontais, forçando o efluente a percorrer todo esse trajeto em cerca de 30 minutos, promovendo um maior contato e, consequentemente maior ação do agente desinfectante (cloro gasoso).

 

1.3. Reuso

 

Todo o efluente tratado é armazenado em um tanque de onde é bombeado para a irrigação do Campo de Futebol e da área interna da ETE.

  • Informativo ETE

    • Programas da DMA

    Dicas de páginas

      Conselho Nacional de Meio Ambiente

      Fundação Nacional de Saúde

      Programa de Pesquisa em Saneamento Básico

      Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental