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Diretoria de Meio Ambiente da UFRN avalia ações de 2017

Divulgado em: 28/12/2017

07 Sema 2017 b

2017 encerra como mais um ano de muitos desafios, marcados pelas restrições orçamentárias e pela necessidade de reestruturação da Infraestrutura, após forte abalo, no início do ano, com a perda de seu Superintendente, Marcelo Tinoco.

 

Segundo avaliação do Diretor de Meio Ambiente, e mestre em Engenharia civil e ambiental, Hérbete Daví, apesar das dificuldades, pode-se contabilizar diversas conquistas e avanços.

 

Foi dada continuidade à gestão de resíduos perigosos, onde a UFRN é referência para instituições de ensino superior, no Nordeste: “conseguimos expandir a rede de reuso, melhorando a eficiência e aperfeiçoando o sistema de tratamento, com a ampliação da rede de distribuição de efluentes tratados, para o Campus Central”. Por outro lado, problemas tiveram de ser contornados. Em função de vandalismo, com o roubo de torneiras, por exemplo, alguns pontos de entrega foram impossibilitados de usar. “Por esta razão, a ampliação da rede teve que ser temporariamente suspensa para fazer a recuperação e evitar o desperdício de água”, explica o Diretor.

 

Outra boa conquista para a DMA, em 2017, foi a regularização das condicionantes ambientais da licença de operação da ETE, que foi concedida em outubro de 2016, pela SEMURB. Entre elas, consta a destinação adequada do lodo produzido no tratamento, mediante contratação da empresa especializada.

 

No que se refere ao programa de Arborização desenvolvido pela DMA, a Casa de Vegetação, com 300m2, foi concluída, permitindo a produção de mudas para arborização dos campi de Natal e do interior.

 

Ainda no âmbito da arborização da UFRN, foi concluída a obra do Laboratório de Botânica Aplicada. Bastante esperado, o projeto vai viabilizar o desenvolvimento de técnicas de beneficiamento de sementes visando o melhor desempenho na produção de mudas, pelo Horto Florestal. É no Horto da UFRN que são produzidas as mudas de espécies nativas utilizadas para ambientação, arborização e recuperação de áreas degradadas, visando compensar e diminuir os impactos ambientais, no Campus.

 

Com estes reforços, pretende-se, para o próximo ano, a produção em torno de 2000 mudas nativas – da mata atlântica ou da caatinga norte-riograndense.

 

Para encerrar o ano em clima de comemoração, no dia 21 de dezembro, o Plano de Gestão de Logística Sustentável foi aprovado pelo Conselho de Administração da UFRN – CONSAD, em reunião com a comissão formada pela Superintendência de Infraestrutura, Pró-reitoria de Administração – PROAD, Pró-reitoria de Planejamento e Coordenação Geral -PROPLAN, Pró-reitoria de Gestão de Pessoas-PROGESP, Direção de Centros, representantes das Unidades do interior. Para imprimir uma maior qualidade à gestão, 9 linhas de ação foram previstas, de acordo com os temas:  água e esgoto, energia elétrica, construções sustentáveis, arborização, coleta seletiva, deslocamento de pessoal, compras sustentáveis, qualidade de vida, capacitação e sensibilização dos servidores.

 

PROJETOS DE EXTENSÃO

 

O ano de 2017 abrigou a ocorrência de diversas ações contínuas que se mantiveram.

 

O projeto Expedições promoveu visitas técnicas a integrantes da comunidade universitária, que, na primeira edição, em março, visitaram a Usina de Reciclagem de Resíduos de Construção Civil, em São José do Mipibu, usufruindo da oportunidade de conhecer de perto, o funcionamento de uma empresa em atuação na área de gerenciamento de resíduos. Em agosto, os alunos das duas turmas do projeto foram conduzidos por uma trilha pelo Sistema Solar, construída em escala, no Parque da Cidade, que constituiu a base para apresentação da relação da Terra com o Cosmos, objeto da palestra  proferida pelo coordenador do projeto Astronomia no Parque, quando foram colocadas em destaque, questões inerentes ao tempo/espaço onde se encontra inserido o planeta Terra, e suas inúmeras relações.

 

Internamente, o Circuito Ambiental também conduziu participantes em visitas pelo Campus Central, com paradas no Horto Florestal, na Estação de Tratamento de Esgoto – ETE e na Unidade de Armazenamento Temporário de Resíduos – UATR.

 

O Projeto Conhecendo a ETE recebeu, durante o ano de 2017,  24 instituições de ensino, alcançando 1236 alunos que vieram conhecer as instalações e o funcionamento da Estação de Tratamento de Esgotos da UFRN. Técnicos da Estação, por sua vez, também foram às Escolas, em um trabalho de divulgação contínua que alcançou um público de 278 alunos.

 

As atividades de visitas guiadas à ETE, aliadas às palestras nas escolas, promovem uma importante divulgação da Estação para o público interno e externo à UFRN, buscando eliminar o estigma das percepções sobre o que seja uma Estação de Tratamento de Esgotos. A intenção é aproximar o público e sensibiliza-lo quanto às possibilidades de estudo e pesquisa em um ambiente real e que desempenha um papel essencial no Campus da UFRN: o campo do tratamento e reaproveitamento do esgoto tratado. 

 

Em novembro, a UFRN sediou o Seminário Brasileiro de Gestão Integrada de Resíduos, promovendo o debate sobre os problemas e as possibilidades de minimizar os riscos provocados por resíduos perigosos. A terceira edição do SEMBRAGIRES teve como tema a “Gestão de Resíduos Perigosos: problemas e soluções”.

 

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

 

Arquitetos, engenheiros, biólogos e técnicos em meio ambiente, da DMA, também participaram de fóruns, visando a divulgação científica de suas atividades, levando a experiência adquirida e aprendendo com a interação entre várias áreas de conhecimento e níveis de atuação.

 

Membro da Comissão Científica do IX Fórum Brasileiro de Educação Ambiental,  a engenheira, arquiteta e mestre em Educação, Marjorie Medeiros, ministrou palestra na mesa redonda Políticas de Ambientalização na Educação Superior, e na Jornada Temática, Diálogos entre a REBEA e outros coletivos sobre a PNEA/PRONEA e políticas estaduais e municipais. No evento realizado no Balneário Camboriú-SC, em setembro último, Medeiros participou, ainda, do Grupo de Trabalho de sistematização da consulta pública, como representante da Região Nordeste.

 

Em outubro, a arquiteta e mestre em Multimeios, Jô Carvalho, o engenheiro e mestre em Engenharia Química,  Edilson Tavares, e o técnico em meio ambiente e mestre em saneamento, José Wagner, todos da DMA, em associação com a professora dra Luciana Lucena, da Escola de Ciência e Tecnologia, apresentaram o trabalho Gestão de resíduos recicláveis na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no 8° Simpósio Internacional sobre Gerenciamento de Resíduos em Universidades, realizado em Campina Grande. O Simpósio contou ainda com apresentação de dois trabalhos com resultados obtidos pela ETE, apresentados por José Wagner.

 

No início de novembro foi a vez do biólogo e mestre em Ciências florestais, Bruno Macêdo, apresentar resultados do trabalho intitulado Composição Florística da Arborização Urbana do Campus Central da UFRN, no XXI Congresso Brasileiro de Arborização Urbana, que aconteceu em Macapá. 

 

Além dos eventos em que a equipe DMA participa visando a divulgação científica das ações ambientais da UFRN, e das publicações daí resultantes, a Diretoria de Meio Ambiente realiza um trabalho de divulgação sistemático, através do Portal de Meio Ambiente da UFRN. No PMA UFRN, toda a comunidade universitária é convidada a participar, divulgando suas ações e eventos ambientais. Para além da comunidade universitária, o PMA conta, também, com seções onde o internauta curioso e o pesquisador da área ambiental, encontram as mais diversas abordagens sobre o tema, na cidade, na região Nordeste, no Brasil e no Mundo. 

 

Após publicação no PMA, as matérias produzidas sobre as ações ambientais da DMA e da UFRN, são disseminadas através do facebook (@dmacomunica)

 

A DMA E OS DESAFIOS PARA 2018

 

Para o ano que se avizinha, o desafio inicial será a conclusão da Unidade de Tratamento de Resíduos Químicos, onde será possível realizar os processos de reutilização e reciclagem de reagentes químicos, reduzindo o volume de resíduos que seriam descartados, trazendo economia e redução dos impactos ambientais.

 

No controle da qualidade da água consumida no Campus, a meta é otimizar o uso humano da água potável, através da cloração, melhorando a eficiência do sistema.

 

Ao lado do novo laboratório de Laboratório de Botânica Aplicada, que se espera ver funcionar ainda no início de 2018, com a instalação de equipamentos, conta-se com a expansão da área do Horto Florestal, através da recuperação de área atualmente degradada.

 

Para cumprir com as metas propostas, a reposição dos quadros de trabalhadores terceirizados através de contratação principalmente para a limpeza urbana e coleta seletiva, será fundamental no sentido de garantir a manutenção da qualidade do serviço hoje prestado.

 

EQUIPE DMA

 

Para Hérbete Davi, o crescimento da DMA, ao longo dos anos, tem se devido ao espírito colaborativo da equipe que tem, como  foco, o trabalho na solução, e não nos problemas: “é uma equipe muito compromissada que, em vista das dificuldades, se movimenta sempre em busca de soluções e das melhorias”, completou.

 

Que venha 2018!

 

Por Jô Carvalho

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