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UFRN constrói prédios que contribuem para a eficiência energética

Divulgado em: 19/05/2017

Edificios-eficientes-IIF_15Mai17_Cicero-Oliveira-BR18-1024x576A inovação na construção de prédios mais eficientes emprega, muitas vezes, soluções disponíveis e que já são utilizadas na arquitetura, embora separadamente por não ser a sustentabilidade a diretriz da concepção. Quando falamos em prédios eficientes, falamos na convergência de estratégias passivas que visam à redução da demanda por energia elétrica (para resfriamento, ventilação e iluminação) e por água.

 

Conversamos com os arquitetos Carla Varela, Nilberto Sousa, Petterson Dantas e Sileno Cirne, da Superintendência de Infraestrutura da UFRN, e o professor Aldomar Pedrini, do Departamento de Arquitetura, para explicar e exemplificar algumas dessas estratégias pensadas para a realidade do Rio Grande do Norte, contemplando as especificidades de clima, tipologia e sistema construtivo.

 

COMO A ARQUITETURA PODE CONTRIBUIR PARA REDUZIR O CONSUMO DE ENERGIA E ÁGUA NA EDIFICAÇÃO?

 

Através de um projeto que utilize estratégias bioclimáticas, como uma cobertura que absorva menos calor e que atue também para sombrear o prédio, uma envoltória (fachadas e cobertura) com cores claras, aberturas protegidas com brises, por exemplo, que permitem iluminação natural. Além disso, utilização de equipamentos com selo A de eficiência energética, instalações elétricas  utilizando lâmpadas econômicas com acendimento em linhas separadas, captação e tratamento de água de chuva coletada na cobertura para uso em bacias sanitárias e irrigação, entre outras soluções.

 

AS TECNOLOGIAS ENVOLVIDAS NA CONSTRUÇÃO DE UM EDIFÍCIO EFICIENTE SÃO CARAS?

 

Não. Um exemplo é a Escola de Ciências e Tecnologia – ECT, o primeiro edifício da UFRN concluído com essa concepção de eficiência. Ela teve o mesmo custo por metro quadrado que outros prédios do campus central. Simulações que a compararam a dois edifícios próximos, isolando-se variáveis, mostraram que a ECT tem um potencial de consumir 20% menos energia  graças às estratégias de ventilação e iluminação naturais aplicadas na envoltória do prédio.

 

É POSSÍVEL MENSURAR EFICIÊNCIA?

 

Sim. A principal ferramenta é a simulação computacional,  que compara, ainda em fase de projeto, o desempenho do edifício em relação a um edifício referencial configurado de acordo com o nível de nível de eficiência pretendido nos requisitos técnicos do regulamento de etiquetagem de edificações. Após a conclusão da obra, uma inspeção no edifício construído pode referendar a avaliação feita na fase de projeto. Atualmente, quatro laboratórios no país atuam como organismos acreditados pelo Inmetro para emitir a ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia) de edifícios, sendo o Laboratório de Conforto Ambiental da UFRN – LabCon o único do Norte e do Nordeste.

 

É POSSÍVEL TRANSFORMAR UM PRÉDIO ANTIGO EM UM PRÉDIO ENERGETICAMENTE EFICIENTE?

 

Sim, através de um retrofit das suas instalações e/ou de sua envoltória. Porém, é preciso avaliar os custos e os ganhos em economia de energia gerados por essas adaptações.

 

O PRÉDIO DA ESCOLA DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA – ECT

 

O prédio da Escola de Ciências e Tecnologia, inaugurado em 2009, é um marco na arquitetura do campus central, segundo o professor Aldomar Pedrini. Concebido com soluções para reduzir a demanda por energia elétrica, o edifício apresenta diversas soluções de por meios passivos de resfriamento, ventilação e iluminação. As circulações amplas são sombreadas por uma cobertura estendida, proporcionando iluminação natural sem ofuscar. A orientação do prédio faz com que as maiores fachadas não recebam a luz direta do sol, reduzindo o problema da transmitância térmica para o interior da edificação, que se reflete em economia com ar condicionado. “Um edifício equivalente à etiqueta A de eficiência”, diz o professor, “racional e sem ostentação”.

 

Por trás do Instituto Metrópole Digital, ainda no campus central, chama a atenção a obra do prédio que abrigará o Instituto do Cérebro. Soluções técnicas de arquitetura vão proteger os ambientes  da insolação direta, como as lajes ampliadas que servirão para sombrear e ainda abrigar as unidades externas dos aparelhos de ar condicionado. Como a ECT, as fachadas menores estão orientadas para o leste e o oeste. Além disso, serão empregadas paredes duplas, o que faz aumentar o tempo para o calor ser transmitido do meio externo para o interno e ainda servem para a passagem das de instalações hidráulicas.  A água de chuva captada na cobertura passará por um simples tratamento, no próprio local, e será reutilizada em bacias sanitárias e na irrigação do paisagismo.

 

 Fonte: Portal da UFRN

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