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A Marcha Histórica

Divulgado em: 20/04/2017

tumblr_inline_nlw3r8mtEF1qlrw72_500No dia 21 de março de 1965, o pastor e ativista político norte-americanoMartin Luther King Jr. deu início a uma marcha popular que tinha por objetivo a conquista de direitos civis para os negros. Com apoiadores de todo o país, mais de três mil pessoas, brancas e negras, andaram da cidade de Selma até Montgomery, em Alabama, com o intuito de fazer valer a lei que autorizava o voto dos negros, direito que era negado no sul dos Estados Unidos.

 

Apesar de ter se tratado de uma passeata pacífica e legítima, os protestantes eram tratados como baderneiros e sofriam repressão policial violenta. O governo não apoiava a marcha, que durou 5 anos, mas o povo persistia em usar do poder de sua voz para mudar o cenário em que estavam inseridos. Tudo isso inspirado nas palavras de Martin Luther King Jr., que, dois anos antes, realizara o icônico discurso “I have a dream…” (Eu tenho um sonho…), um dos mais famosos símbolos da resistência negra.

 

O movimento de abolição nos Estados Unidos teve início ainda no século 18, mas ele só foi ganhar voz com a eleição de Abraham Lincoln (opositor da escravidão) para a presidência, em 1860. Os estados do sul, por sua vez, sentiam que seu modo de vida e produção estariam ameaçados com a mudança. Assim, declararam separação da União: apesar dos conflitos, no ano de 1863, Lincoln proibiu a escravidão em todo o país.

 

Mas as revoltas não paravam por aí. No final do século 19, os estados do Sul, insatisfeitos e afetados economicamente com a libertação da população negra escravizada, promulgaram uma série de determinações que legitimavam a discriminação racial e dificultavam o acesso dos negros ao voto. Várias dessas leis acabaram se espalhando pelo país, tornando a segregação uma realidade nos Estados Unidos.

 

U.S. BUS SEGREGATIONEm tudo se via discriminação racial: a famosa foto do transporte público com negros e brancos separados exemplifica da melhor maneira esse quadro. A miscigenação era repudiada e o casamento entre brancos e negros, proibido. Restaurantes, cinemas e escolas eram divididos por áreas. Além disso, existiam grupos como a Ku Klux Klan, que semeava o terror entre a população negra.

 

Indicado ao Oscar de Melhor Filme em 2015, o filme Selma – Uma luta pela igualdade, dirigido por Aya DuVernay, conta a história de Martin Luther King Jr. na batalha incansável pela conquista dos direitos civis iguais para os negros. Ele retrata, de uma maneira inovadora, os motivos que levaram à marcha do dia 21 de março de 1965. A diretora disse, em entrevista para a revista ‘Rolling Stone’, que tinha o intuito de mostrar a verdade por trás do acontecimento na pequena cidade de Selma, e não apenas o famoso discurso do pastor Luther King.

 

O filme, que rendeu o Oscar de Melhor Canção para a música ‘Glory’, retrata, também, um acontecimento-chave da época, que gerou revolta entre os manifestantes: a morte de um jovem negro inocente por tropas policiais. O americano Jimmie Lee Jackson estava desarmado e foi baleado por um policial, morrendo 8 dias depois em um hospital.

 

tumblr_inline_nlw3u8AJuc1qlrw72_500Isso aumentou ainda mais o fervor dos protestos em Selma, e a questão da violência policial contra negros sancionada pelo Estado tornou-se um assunto muito presente na mídia e na sociedade americana. Vários casos parecidos se repetiram durante a história, alguns com maior visibilidade e outros com menor.

 

Um caso que ganhou destaque nos Estados Unidos no ano passado aconteceu na cidade de Ferguson, no estado de Missouri. Um policial branco atirou em um jovem negro desarmado e, segundo decisão do júri, não será indiciado pelo crime por não existirem “provas suficientes para tal”. Ele afirmou que temia por sua vida quando disparou contra Michael Brown, morto com seis tiros.

 

Mais uma vez, um caso de impunidade contra um crime baseado na discriminação racial é registrado. Em pleno século 21, o problema do racismo, apesar de mais discutido, ainda existe e é muitas vezes mascarado ou esquecido. Assim como Martin Luther King Jr. em 1965, não devemos esquecer que a justiça é para todos.

 

O discurso de Martin Luther King proferido na Marcha de Washington foi relembrado por historiadora na CH: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/310/o-sonho-de-martin-luther-king/

 

Saiba mais sobre a história de Martin Luther King: http://www.nps.gov/malu/index.htm

 

A partir de 1º de janeiro deste ano, teve início a Década Internacional de Afrodescendentes, aprovada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. O objetivo é aumentar a conscientização das sociedades no combate ao preconceito, à intolerância, à xenofobia e ao racismo. Saiba mais em: http://nacoesunidas.org/assembleia-geral-da-onu-aprova-decada-internacional-de-afrodescendentes/

 

Keila Grinberg fala sobre duas produções cinematográficas que retratam a escravidão nos Estados Unidos: ‘Django’ e ‘Lincoln’. Apesar da semelhança temática, a historiadora destaca as diferenças marcantes entre os dois filmes: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/diferentes-olhares-sobre-a-abolicao/

 

Colunista usa filme de ficção científica ‘Sleep Dealer’ para refletir sobre preconceito e intolerância no mundo e – também – no Brasil: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/sleep-dealer-racismo-e-nos-mesmos/

 

Colunista discute fatores que permitiram a histórica vitória do presidente Barack Obama, nos Estados Unidos: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2008/255/obama-direitos-civis-e-raca/

 

Colunista conta como as raças foram inventadas e destaca que agora é nosso dever desinventá-las: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/deriva-genetica/o-dna-do-racismo/

 

Cordel utiliza ideias do geneticista Sérgio Pena para combater noção de raças na espécie humana: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/arte-e-ciencia/ciencia-e-arte-unidas-contra-o-racismo/

 

Enquanto a biologia reafirma a falta de bases científicas para sustentar o conceito de raça, seu aspecto social permanece vivo e no centro das discussões: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/11/geneticamente-reprovada-socialmente-presente/

 

Keila Grinberg comenta episódios de reprovação do uso de livros para crianças em escolas brasileiras e norte-americanas por terem suposto conteúdo racista e discute o tratamento dado ao racismo na sociedade atual: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/sobre-literatura-infantil-e-a-questao-racial/

 

Colunista aborda o polêmico tema das cotas raciais nas universidades, resgata a contribuição do intelectual baiano Antonio Rebouças e aponta a atualidade dos ideais de igualdade defendidos por ele: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/todo-pardo-ou-preto-pode-ser-general/

 

Obrigatoriedade de responder a essa pergunta na Plataforma Lattes provoca indignação em parte da comunidade científica e renova a discussão sobre a ideia de raça e políticas afirmativas: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/05/qual-a-sua-raca-cor/

 

Pesquisadoras da USP defendem iniciativa do CNPq de incluir tal critério na definição do perfil do acadêmico brasileiro. Para elas, os dados colhidos podem contribuir para a conscientização, o estudo e a melhor compreensão de nossa sociedade: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2013/06/raca-cor-no-lattes-fomentando-o-debate/

 

O naturalista suíço do século 19 Louis Agassiz é celebrado por seus estudos sobre glaciação. Mas não se deve esquecer que ele julgava os negros inferiores e considerava a miscigenação um fator de degeneração da humanidade: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/o-racismo-de-louis-agassiz/

 

 

 

Fonte: Ciência Hoje

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